Divórcio Empresarial: Quanto vale a sua parte quando a sociedade acaba?

Dizem que sociedade é igual casamento: começa com paixão e promessas, mas, quando acaba, a briga é pelo patrimônio.

Quando dois sócios decidem se separar — seja por briga, morte ou apenas vontade de seguir caminhos diferentes — surge a pergunta de um milhão de reais: “Quanto vale a empresa?”.

Geralmente, a visão é distorcida:

  • Quem vai sair acha que a empresa vale ouro e quer receber uma fortuna.
  • Quem vai ficar diz que a empresa está “quebrada” e quer pagar uma miséria.

Como resolver esse impasse sem sair no tapa? É aqui que entra a Apuração de Haveres, a perícia contábil mais complexa e estratégica que existe.

O Erro Clássico: Olhar só o Caixa

O maior erro dos sócios é achar que o valor da empresa é apenas o que tem na conta bancária somado ao valor dos móveis e computadores. Isso é o “Valor Contábil”.

Mas uma empresa é um organismo vivo. Ela tem:

  • Carteira de clientes fiéis;
  • Reputação da marca (Branding);
  • Potencial de lucro futuro.

Isso é o que chamamos de Goodwill (Fundo de Comércio). O perito contábil não soma apenas as cadeiras e mesas; ele calcula a capacidade da empresa de gerar riqueza no futuro.

O Balanço de Determinação

Para chegar ao valor justo, o perito levanta um “Balanço de Determinação”. É como tirar uma fotografia em alta resolução da empresa na data da saída do sócio. Ajustamos os imóveis para o valor de mercado (e não o que está na escritura), avaliamos os estoques, as dívidas trabalhistas ocultas e os impostos a recuperar.

Por que você precisa de um Laudo?

Se você está saindo da sociedade, o laudo protege seu patrimônio de anos de trabalho, garantindo que você receba o que é justo. Se você está ficando, o laudo te protege de pagar um valor irreal que pode quebrar o fluxo de caixa da empresa nos próximos anos.

Conclusão

Em um “divórcio empresarial”, a emoção é inimiga do bolso. Não tente negociar valores baseados no “chutômetro” ou na raiva. A Apuração de Haveres feita por um perito técnico transforma a briga subjetiva em um número objetivo e fundamentado. É a única forma de encerrar um ciclo com a certeza de que ninguém foi passado para trás.

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